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domingo, 5 de junho de 2011

JOGOS E BRINCADEIRAS NA ESCOLA


RESUMO:




Com a chegada da era industrial e posteriormente da globalização, os centros urbanos passaram por grandes transformações, restando apenas os playgrounds, pracinhas, parques e outros poucos espaços de lazer. Gradativamente as crianças foram sendo alijadas do convívio com os adultos e dos espaços urbano. Houve um processo de infantilização da brincadeira e uma progressiva desvalorização já que, num mundo orientado pelo trabalho e pelo lucro, ela é considerada uma atividade não produtiva.
A violência urbana e a falta de espaços se tornam os principais fatores apontados para a diminuição das brincadeiras de rua, muitas delas já esquecidas pelas gerações atuais.

O mundo infantil foi invadido por jogos eletrônicos, músicas com movimentos sensuais, brinquedos industrializados representando heróis ou bandidos de desenhos infantis. Com isso, observa-se que, nos dias atuais, os jogos, brinquedos e brincadeiras tradicionais infantis foram perdendo espaço entre as crianças.

Na escola, a aula de Educação Física seria uma ótima oportunidade para se introduzir os jogos e brincadeiras tradicionais na vida das crianças, trabalhando a ludicidade, interando a criança com a cultura (resgatando tradições, contribuindo para um desenvolvimento mais rico em informações), trabalhando o processo de socialização, sem dizer que o espaço da aula de Educação Física é um dos locais onde a criança se sente mais livre para por em prática suas brincadeiras, pois deixam a mesa e a cadeira da sala de aula e vão para um espaço onde a criatividade e o movimento podem ser por ela mais explorados. As ações com o jogo devem ser criadas e recriadas, para que seja sempre uma nova descoberta, e sempre se transformem em um novo jogo, em uma nova forma de jogar. Quando brinca, a criança toma certa distância da vida cotidiana, entra em seu mundo imaginário e ilusório, não estando preocupada com a aquisição de conhecimento ou desenvolvimento de qualquer habilidade mental ou física. O que importa, neste caso, é o processo em si de brincar, algo que flui naturalmente, pois a única finalidade é o prazer, a alegria, a livre exploração do brinquedo. Diante dessas informações sobre o prazer de se aprender brincando, sobre a facilidade que o professor tem em conduzir uma aula, partindo da curiosidade dos alunos, atualmente, muitos educadores pensam que dinamizar as suas aulas utilizando jogos e brincadeiras são pura "perda de tempo". Todavia é fundamental conscientizar esses professores da importância do brincar. Mas como fazê-lo? O brincar sendo direcionado, seguindo uma linha de aprendizagem para o alcance de objetivos é o caminho. Torna-se importante levar o educador a refletir sobre a sua prática pedagógica no que diz respeito à utilização de jogos e brincadeiras, no decorrer de suas aulas, e também de buscar informações, sobre a prática de ensino de alguns educadores que trabalham com crianças e que conciliam as suas aulas com os jogos e com as brincadeiras. É importante também investigar sobre algumas brincadeiras e jogos que, ainda que pareçam sem importância para os adultos, testam diversas habilidades e conhecimento da criança.

INTRODUÇÃO:
          É um importante instrumento pedagógico, nem sempre valorizado. Muitas vezes, quando utilizado, é feito de forma aleatória, sem objetivos bem definidos. Os jogos têm o poder de valorizar uma área quase sempre desprezada pela escola: a intuição. Os jogos podem ser classificados em duas grandes categorias: jogos de movimento e os sedentários, em que predomina a atividade mental. Esses últimos são os mais utilizados nas salas de aula, pelas professoras regentes.
          Os cursos de formação do magistério e pedagogia, não ensinam o trabalho de forma lúdica. Os professores admitem que não sabem jogar e, portanto, têm dificuldade em lidar com jogos em sala de aula. Esse é um aspecto urgente que precisa mudar, além da falta de espaço para os jogos no Plano Político Pedagógico das escolas.

AS ATIVIDADES LÚDICAS NA ESCOLA
          Lúdico significa brincar e neste brincar estão incluídos os jogos, brinquedos e divertimentos e são relativos também à índole, os costumes, as qualidades de quem joga, brinca e por consequência diverte.
          No jogo sempre existe o desafio, sempre um caráter novo, uma novidade o que é fundamental para despertar o interesse e a curiosidade dos alunos, e este despertar torna o jogo um excelente integrador.

Vygotsky (1999) afirma que os processos de criação são observáveis principalmente nos jogos da criança, porque no jogo ela representa e produz muito mais do que aquilo que viu.

          O aluno incentivado a utilizar e manipular o brinquedo, os separando por faixa etária, estimula o desenvolvimento psicomotor, ajudando a descobrir novas aprendizagens. Através do brinquedo se descobre, experimenta, reinventa, analisa, compara, cria imaginação, desenvolve habilidades e estimula a linguagem e o aumento de vocabulário.

Dessa forma Dias comenta:

Infelizmente, nossas crianças, na maioria das escolas, recebem regras prontas, não significações. Elas devem aceitá-las para poder se transformar num "bom adulto". E o mesmo acontece com os professores, (DIAS, 2001, p. 54)

          Quando o aluno consegue adquirir com o uso constante de suas brincadeiras, noções de regras e críticas, com formulações de idéias usando a imaginação e a criatividade, poderá perfeitamente em seu dia-a-dia escolar, aprimorar-se diante novas regras que o ambiente escolar dispõe.

CARVALHO afirma que:

"e o ensino absorvido de maneira lúdica, passa a adquirir um aspecto significativo e afetivo no curso do desenvolvimento da inteligência da criança, já que ela se modifica de ato puramente transmissor a ato transformador em ludicidade, denotando-se portanto em jogo."(1992, p. 28)

          Tudo isso se desenvolve naturalmente no cotidiano do aluno, pois é justamente esta maneira descontraída que desperta no aluno a sua naturalidade perante as regras do mundo real.

          Pensar a importância do brincar nos remete às mais diversas abordagens existentes, tais como a cultural, que analisa o jogo como expressão da cultura, especificamente a infantil; a educacional que analisa a contribuição do jogo para a educação, desenvolvimento e/ou aprendizagem da criança e a psicológica que vê o jogo como uma forma de compreender melhor o funcionamento da psique, enfim, das emoções, da personalidade dos indivíduos (REVISTA CRIANÇA, 2002).

          A escola deve se propor a oferecer oportunidades para a construção do conhecimento através da descoberta e da invenção, elementos estes indispensáveis para a participação ativa da criança no seu meio.

O BRINCAR NA ESCOLA
          Segundo Piaget (1998), a atividade relacionada ao jogo não poderia ser vista somente com um olhar de entretenimento para a criança jogar fora sua energias, ela deve ser vista como algo mais sério. Isso porque, o jogo contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo, social e moral.

          De acordo com Vygotsky, o processo de desenvolvimento ocorre no percurso e ao longo da vida, no entanto o contato social e a troca de experiências é uma maneira que auxilia nesse processo pois o mesmo possibilita a observação durante a sua própria formulação de conceitos.

          Vygotsky sugere que é importante o professor tomar conhecimento da sua teoria, pois as brincadeiras que são propostas as crianças, devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento motor, psicológico e cognitivo que ela se encontra.

O JOGO COMO RECURSO PEDAGÓGICO

          Dessa forma Freire coloca: [...] O ser humano é uma entidade que não se basta por si. Parte do que ele precisa para viver não está nele, mas no mundo fora dele [...] (FREIRE, 1989, p. 23).
          O jogo como recurso pedagógico na alfabetização, facilita o trabalho do professor, pois garante o interesse da criança, pelas atividades propostas, e um dos jogos mais importantes. Como salienta o autor, é o jogo simbólico onde a criança, pode imaginar refletir, raciocinar, adquirindo um saber físico e mental, dando-lhe um prazer da realização da ação. E como podemos ver as ideias de Freire vem de encontro com a concepção de Piaget.
          O jogo dentro da escola não é o mesmo de fora, onde não tem distinção de idade e muito menos a orientação de um adulto. Portanto, a criança necessita da ajuda do adulto e seus semelhantes para que aprenda a brincar, assim se torna muito importante à intervenção do adulto nesse brincar. Quando o adulto ensina a criança a brincar, está ensinando o faz-de-conta, assim a criança atribui significados diferentes às suas ações. Através do brincar a criança imagina assim uma coisa pode ser outra, através de suas brincadeiras.
          Os alunos trazem para a escola conhecimentos, idéias e intuições, construídos através das experiências que vivenciam em seu grupo sociocultural. Eles chegam à sala de aula com diferenciadas ferramentas básicas para, por exemplo, classificar, ordenar, quantificar e medir. (PCNs, 1997, p.30)
          Para Freire o jogo é importante não só na alfabetização, pois segundo Schiller, como mostra o autor o homem só é completo quando brinca. A criança traz consigo a necessidade de se movimentar, de se comunicar, seja através da linguagem ou do jogo, a criança brinca por natureza, assim ao incluir o jogo como recurso pedagógico, estará dando oportunidade para que a mesma aprenda com mais facilidade e prazer.

CONCLUSÃO:

          Cabe ao educador a tarefa de alimentar o imaginário dos seus alunos, de forma que as atividades as enriqueçam, fazendo com que se tornem no decorrer dos dias mais complexas.
          Cabe a escola estipular no Projeto Político Pedagógico que o planejamento precisa ser explicitados os conceitos a serem desenvolvidos, estipulando os conteúdos que serão trabalhados e as expectativas em relação aos alunos e a si próprio. Somente a partir deste planejamento é que o desenvolvimento será pleno e os objetivos alcançados.
          O brincar do aluno não pode ser considerado somente uma brincadeira ou uma atividade complementar, mas um complemento ao trabalho desenvolvido pelas formas tradicionais de ensino, deve ser um mecanismo de incentivo, buscando que o ensinar se torne mais prazeroso e interessante.
          Após várias pesquisas bibliográficas, pode-se concluir que o aluno também precisa brincar e que através desse brincar o mesmo vai crescer e desenvolver suas habilidades.
          A criança usa o imaginário de forma espetacular e usufrui desta imaginação para contribuir no seu aprendizado, de cultivar e satisfazer seus sonhos. O ato de brincar e jogar estimula a capacidade de transformar fantasia em realidade, desenvolve a imaginação formando autonomia.
          Preparando as com atenção e criatividade as atividades que serão posteriormente repassadas aos alunos, ajuda o professor a traçar suas metas e objetivos, mas não só isso, faz com que se tenham uma mensagem a passar, com conteúdos educacionais diversificados onde a criança deseje aprender. Quando a atividade é bem preparada e prazerosa faz com que o aluno a faça com prazer.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/34559/1/JOGOS-E-BRINCADEIRAS-NA-ESCOLA/pagina1.html>. Acesso em: 03/06/2011.
Disponível em: <http://cev.org.br/biblioteca/jogos-brincadeiras-contexto-escolar-uma-reflexao-sobre-o-uso-pedagogico-jogo-tradicional-1-2-ciclos-ensino-fundamental>. Acesso em: 03/06/2011.
Disponível em: <http://ensa.org.br/blog/?p=1576>. Acesso em: 03/06/2011.
Disponível em: <http://casadainfancia.spaceblog.com.br/9488
15/Dez-jogos-e-brincadeiras-para-a-Educacao-Infantil/>. Acesso em: 03/06/2011.
Disponível em: <http://ecidlojavirtual.com.br/educacao/jogos-e-brincadeiras.phtml>. Acesso em: 03/06/2011.
Disponível em: <http://www.famavida.org.br/site/iframe/oficinas.php>. Acesso em: 03/06/2011.


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